Nosso Maranhão

 

 

 

 

 

Com uma área de 331.983 Km², ou seja, 3,9% do território brasileiro, o Maranhão é o oitavo maior Estado em extensão territorial do Brasil, e o segundo maior Estado do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia.

Limita-se pelo oceano Atlântico, e faz fronteira com os estados do Pará e de Tocantins, ao norte e com o Piauí a nordeste, situando-se em uma área de transição entre as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Apesar do imenso litoral de 640 km de extensão e estando sob influência do domínio climático nordestino, no Maranhão o turismo tradicionalmente ofertado se diferencia dos outros destinos do Nordeste do Brasil, que se baseiam no turismo de sol & praia, maior potencial da região.

Devido à forte incidência de rios e de vegetação de mangue e florestas, as praias do Maranhão possuem águas com aspecto barrento. As divisas territoriais que configuram o estado no território brasileiro, o conferem por outro lado extrema abundância e diversidade natural, caracterizada, sobretudo pelo encontro de dois importantes ecossistemas: o Ecossistema Amazônico, que se manifesta do noroeste até o sertão do estado, e do Ecossistema Cerrado, distribuído em duas partes, do leste para o centro, e do extremo sul para o centro. Tal posição geográfica e diversidade ambiental são os mais efetivos determinantes do potencial turístico do Maranhão, provendo ao Estado belezas naturais exclusivas e representativas do Brasil: Floresta Amazônica presente do oeste ao centro do estado; Cerrado na parte do extremo ao centro sul, em que se encontram os últimos degraus do planalto central brasileiro em direção ao norte; Floresta de Cocais nas áreas de transição, resultado da influência antrópica; e o segundo maior litoral da costa brasileira em que se concentram praias virgens e semi desertas, ilhas quase intocadas, deltas e estuários, matas tropicais, as maiores reservas de manguezais do país e dunas de areias claras.

Ao sul do estado estão as chapadas e cachoeiras; nas planícies que se estendem do centro em direção ao norte configuram-se: na área da Baixada Maranhense, lagos e campos inundáveis; no litoral ocidental, em plena área amazônica, ilhas, igarapés, canais naturais para navegação e a Ilha dos Lençóis entre praias desertas e dunas de areias brancas e lagoas temporárias; no litoral oriental as dunas predominam, destacando o Delta do Parnaíba, o único delta em mar aberto das Américas, e os Lençóis Maranhenses, um deserto do tamanho da cidade de São Paulo, que entre as dunas de até 40m de altura abriga diversas lagoas pluviais de águas transparentes.

A parte central do território concentra aproximadamente 80% da hidrografia do Estado, distribuída em rios genuinamente maranhenses: Itapecuru, Pindaré, Mearim e Grajaú, e suas redes de afluentes. O sistema fluvial é ainda complementado com a bacia do Rio Munim, no nordeste do Estado, e nas bacias secundárias que se entendem em direção ao norte desaguando no litoral ocidental, em que se destacam os rios Turiaçu, Maracacumé, Cururupu, Pericumã, Aurá, entre outros, e no litoral oriental, formadas pelos rios Periá, Formiga, Preguiças, etc.

Realmente o Maranhão possui incontestável riqueza hidrográfica, que acabou por moldar as paisagens culturais e o dia a dia dos municípios, comunidades ribeirinhas e povoados localizados às suas margens, que se desenvolveram, sobretudo por meio da economia do arroz, da pesca, da extração do óleo de babaçu e da cera de carnaúba, palmeiras típicas do estado.

Mas é também uma terra de cultura e história imponentes, herança cultural dos movimentos colonizadores europeus – francês, holandês e português. Entre fortificações, conflitos de colonos e religiosos missionários, entre as influências da Companhia do Comércio do Maranhão e do Grão Pará, e da influência das economias da cana-de-açúcar e do algodão, os movimentos colonizadores se desenrolaram em território maranhense a partir do século XIX, marcando seu desenvolvimento e deixando um importante acervo histórico e arquitetônico como legado.

A capital São Luís, que recebeu em 1997, da UNESCO, o título de Patrimônio Histórico-Cultural da Humanidade, é uma importante cidade colonial com casarões revestidos de azulejo, testemunho da colonização lusitana. No Passado, Alcântara, primeira cidade do estado tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, foi a sede da aristocracia maranhense. Hoje, suas ruínas guardam a memória desse tempo glorioso e dividem atenções com o ícone tecnológico do estado: o Centro de Lançamento de Alcântara, o segundo centro de lançamentos de foguetes do Brasil. Pacata e tranquila, a cidade é cercada por uma natureza exuberante e é, sem dúvida, a mais imponente cidade histórica da Amazônia Legal.

No Maranhão, o Brasil ainda reencontra suas origens culturais mais genuínas. Segundo a Fundação Palmares, o estado é, depois da Bahia, o que abriga o maior número de povoados negros remanescentes de escravos, como a Reserva Extrativista do Quilombo do Frechal e Itamatatiua. Além dos povos indígenas, como os Guajajaras, os Kanela e os Urubu-Kaapor, espalhados em várias reservas. Na mistura cultural gerada pela presença de portugueses, holandeses, franceses, indígenas e africanos, em meio à natureza brasileira, o Maranhão adquiriu traços culturais exclusivos, que se mantêm vivos e presentes, e são revelados na gastronomia, nas danças e nas festas populares.

A cozinha maranhense sofreu influência francesa, portuguesa, africana e indígena. Caracteriza-se por tempero diferenciado e relativamente mais leve quando comparado com a cozinha nordestina em geral, fazendo uso de ingredientes como cheiro-verde, cominho em pó, pimenta-do-reino e frutas exóticas. A presença de peixes e frutos do mar como camarão, sururu, caranguejo, siri, pescada, robalo, tainha, curimatá, mero, surubim e outros peixes de água doce e salgada é marcante, e divide espaço à mesa com outros pratos como sarrabulho, dobradinha, mocotó, carne de sol, galinha ao molho pardo, todos acompanhados de farinha d’água. Na sempre farta cozinha maranhense destaca-se o Arroz de Cuxá, símbolo da culinária do Maranhão, é feito com uma mistura de gergelim, farinha seca, camarão seco, pimenta de cheiro e o ingrediente especial – a vinagreira (hortaliça de origem africana muito comum no Maranhão).

E para depois, são comuns doces portugueses e receitas com as frutas nativas como bacuri, buriti, murici, jenipapo, tamarindo, caju, cupuaçu, juçara (ou açai). O açai é também muito apreciado pelos maranhenses, consumido também com farinha, camarão, peixe ou carne de sol.

Para acompanhar: o Guaraná Jesus, refrigerante genuinamente maranhense. Inicialmente produzido de modo artesanal, foi adquirido pela Coca-Cola em 2001, mas ainda hoje é comercializado de modo mais amplo apenas no estado. A bebida é uma mistura de especiarias como cravo, canela e tutti-frutti, resultando em um liquido cor-de-rosa, de coloração e aroma inconfundíveis.

As danças influenciadas pelas culturas africana, indígena e portuguesa, estão sempre presentes nos festejos populares e eventos especiais que acontecem pelo estado. Destacam-se as quadrilhas, dança do coco, cacuriá, tambor de crioula, tambor de mina, a dança do Lelê ou Péla-Porco, a dança do Caroço, etc.

O bumba-meu-boi, presente sobretudo durante o período das festas juninas, é contudo a marca registrada das festas populares maranhenses, reunindo elementos do teatro, da dança e da música. Há mais de uma centena de grupos de bumba-meu-boi, que reúnem as comunidades e os turistas, e varam as madrugadas durante suas apresentações.

Existem cinco diferentes sotaques (estilos) para o bumba-meu-boi: sotaque de zabumba, típico da cidade de Guimarães; sotaque de matraca ou da Ilha, próprio de São Luís; sotaque da baixada; sotaque de costa-de-mão; e mais recentemente, o sotaque de orquestra, cada qual com suas particularidades e tradições.

A forte religiosidade dos maranhenses se expressa no extenso calendário de festas religiosas, sejam de origem católica ou das religiões de matriz africana, que possuem papel preponderante no rico patrimônio imaterial do estado, bastante vivo.

Em 2009, a população do Maranhão está estimada pelo IBGE em aproximadamente 6,4 milhões de habitantes. As cidades mais populosas são: São Luís, Imperatriz, Timon, Caxias, São José de Ribamar, Codó, Paço do Lumiar e Açailândia.

Paralelamente às tradições, o Estado tem vivido um crescimento econômico importante desde meados da década de 90, alavancado pela indústria minero metalúrgica e pelo agronegócio, sendo que as expectativas de desenvolvimento são ainda mais otimistas para o futuro, tanto em função da expansão desses setores como de novos investimentos nos setores petroleiro e de produção e distribuição de energia hidro e termelétrica.

Segundo o IBGE, entre 1995 e 2007, o PIB maranhense avançou cerca de 60%, a maior expansão da região nordeste no período, o que estimulou inclusive novos arranjos e ocupação do território, que já passa a ser predominantemente urbano: 72,6% é o grau de urbanização do Maranhão nas estatísticas de 2007.

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