Turismo Cultural

O Maranhão respira e exala uma cultura forte e autêntica. A singularidade da arquitetura de sua capital, reconhecida mundialmente, a memória histórica das suas cidades coloniais, a reverência cotidiana às suas crenças religiosas, seu folclore vivo, o colorido contagiante das suas festas, o sincretismo entre o profano e o religioso, o ritmo das suas músicas e a musicalidade de sua gente, a alma de sua poesia, os sabores da sua culinária, o artesanato que brota das mãos habilidosas dos seus artesãos e artistas.

Um destino que proporciona uma experiência cultural marcante, fruto de uma mistura rara: a herança de africanos, portugueses, indígenas, franceses e holandeses, a influência das rádios caribenhas, em um lugar que é meio Norte e meio Nordeste. E que acolhe, de um jeito espontâneo, festeiro e hospitaleiro, turistas vindos de toda a parte do Brasil e do mundo, dispostos a integrar este espetáculo de cores, sons, sabores e magia.

Bumba-Meu-Boi

Num espetáculo de cores, danças e ritmos, o Bumba-Meu-Boi é bumba meu boia expressão máxima da cultura popular do Maranhão. Elevado a Patrimônio Imaterial do povo brasileiro, a manifestação tem origens indefinidas, mas elementos culturais africanos e europeus, introduzidos principalmente por meio da religiosidade, são evidentes. Nas comunidades que fazem a brincadeira, as celebrações e o trabalho em torno da festa duram praticamente o ano inteiro. Um dos desafios é preparar o couro do boi, revestimento de camurça belamente decorado com canutilhos que recobrem o corpo do animal, pois é de bom tom que este seja renovado a cada temporada. Mas é durante os festejos juninos que ele reina absoluto, arrastando multidões e encantando quem assiste pela primeira vez suas apresentações. No Bumba-Meu-Boi do Maranhão a variedade de sotaques, ou ritmos, faz a diferença.

São basicamente cinco:

Sotaque de Zabumba

Ritmo original do Bumba-meu-boi, marca a forte influência africana na manifestação. São utilizados instrumentos como pandeirinhos, maracás e tantãs, além das zabumbas. No vestuário destacam-se golas e saiotas bordadas e chapéus com fitas coloridas. Pertencem a esse grupo bois como o Boi Fé em Deus e Boi de Leonardo.

Sotaque de Orquestra

Ao incorporar outras influências, o Bumba-meu-boi ganha o acompanhamento de diversos instrumentos de sopro e cordas. O vestuário é bem elaborado e diferenciado dos demais ritmos. Dentre os mais conhecidos, estão Bois de Axixá, Boi de Sonhos e Boi de Nina Rodrigues.

Sotaque de Pindaré

Matracas e pandeiros pequenos dão o ritmo deste sotaque. E o personagem Cazumbá, uma mistura de homem e bicho é o destaque que diverte os brincantes e o público. Destacam-se os bois da Baixada, o Boi de Apolônio, Boi de Pindaré, Boi Unidos de Santa Fé.

Sotaque de Costa de Mão

Típico da região de Cururupu – Floresta dos Guarás – recebe este nome em virtude de uns pequenos pandeiros tocados com as costas das mãos. Além de roupa em veludo bordado, os brincantes usam chapéus em forma de cogumelo, com fitas coloridas e grinaldas de flores. O Boi de Cururupu é o mais tradicional.

Sotaque da Ilha ou de Matraca

Como são conhecidos os bois originários da ilha de São Luís e que utilizam como principais instrumentos as matracas e os chamados pandeirões. São os mais populares e queridos, formando verdadeiras nações, a exemplo dos bois de Maracanã, Maioba e Madre Deus.

Em todo o estado, são mais de quatrocentos grupos de Bumba-Meu-Boi encantando quem assiste a essa bela demonstração popular.

 

Tambor de Crioula e outras danças populares

tambor de crioulaManifestação de raízes africanas que só existe no Maranhão, o Tambor de Crioula foi reconhecido em 2011 como Patrimônio Imaterial Brasileiro. Alegre, sensual e irreverente, pode ser apreciado ao ar livre, nas praças, casas e interior de terreiros por todo o Maranhão, mas sobretudo em São Luís.

Não tem uma época fixa de apresentação, mas pode-se observar uma concentração maior nos períodos que correspondem ao Carnaval, às festas de São João e a partir do 2° sábado de agosto, quando ocorrem também as rodas de Bumba-Boi. Os tocadores e coureiras, como são chamadas as dançarinas do Tambor, ganham as ruas espalhando animação e muito ritmo.

O som é extraído de tambores tradicionalmente feitos de troncos de árvores e recobertos de couro de cabra. E o vestuário, extravagante, é composto por saias rodadas e coloridas, blusas rendadas, turbantes e uma profusão de colares.

Os homens apenas tocam, enquanto as mulheres dançam em roda. Um dos pontos altos, quando a dançarina que dança ao centro é substituída por outra, depois de um choque de barriga com barriga popularmente conhecido como umbigada. Uma imagem de São Benedito, o Santo Preto, é comumente visto nas rodas de tambor. Afinal, é em honra a ele que a dança é praticada.

Além do Tambor de Crioula, diversas outras danças típicas como as quadrilhas, a Dança do Caroço, a Dança do Lelê, a Dança do Coco, o Cacuriá, São Gonçalo, Dança Portuguesa entre outras, fazem da cultura imaterial maranhense um vibrante caleidoscópio artístico e folclórico vivo e autêntico.cacuria

Dança do Cacuriá

Surgiu como a parte profana das festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições juninas maranhenses. A parte vocal é feita por versos improvisados respondidos por um coro de brincantes. A representante mais conhecida do Cacuriá é Dona Teté do Cacuriá, de São Luís.

Dança do Caroço

De origem indígena, a Dança do Caroço se concentra na região do Delta do Parnaíba, principalmente no município de Tutóia. Isolados ou formando uma roda ou cordão, os componentes brincam respondendo às toadas improvisadas tiradas pelos cantadores, ao som de instrumentos como caixas (tambores), cuíca e cabaça.

Dança do Lelê

A Dança do Lelê guarda em muitas de suas características os traços das danças de salão trazidas para o Brasil pelos povos ibéricos no século XIX. Trata-se de uma dança de salão profana, mas que costuma ser dançada em honra de determinados santos, ao longo do ano.

Encontrada no Maranhão, na região do Munim, particularmente nos municípios de Rosário (povoado de São Simão) e Axixá, a Dança do Lelê é também conhecida também como Dança do Péla (péla Porco), associada a um costume antigo de pessoas que se reuniam para matar galinhas e pelar porcos, o que garantia o alimento do dia posterior à festa.

Dança do Coco

A Dança do Coco tem forte influência africana e indígena, celebrada nas fazendas de cultivo de cana de açúcar e de criação de gado. Atualmente, está presente nas capitais pelo constante resgate e valorização dos folguedos surgidos no interior. Ela acontece com mais frequência na região da baixada, região dos Lagos e Campos Floridos.

O Tambor de Mina

Tambor de Mina é a denominação mais difundida no Maranhão dentre as religiões de origem afro. O culto que se originou em São Luís e a partir daí difundiu-se para outros estados, tem duas casas principais: a Casa das Minas, mais antiga, e a Casa de Nagô, que deu origem a outros terreiros na capital. O nome Mina deriva de Negro-Mina, como eram chamados os escravos que, em sua vinda para o Brasil, partiam da costa da Mina, na atual Gana. Essas casas ainda são mantidas por descendentes africanos e distanciam-se das formas de cultos afros praticados pelo Candomblé na Bahia e no Rio de Janeiro. Nelas, cultuam-se entidades chamadas voduns, que se incorporam durante rituais discretos, às vezes só notados por pequenos detalhes da vestimenta. É comum, nos terreiros de Mina, a realização de festas populares e religiosas, como a Festa do Divino Espírito Santo e a Festa de São Benedito. Em dias assim, os templos abrem suas portas para convidados.

Festa do Divino

Comemorada, durante todo o mês de maio, desde os tempos coloniais, a Festa do Divino Espírito Santo é uma curiosa mistura de devoção ao Divino com homenagens ao Império. O “imperador” e sua corte, representada em trajes típicos, visitam as casas dos festeiros.

Os cortejos populares percorrem as ruas da cidade entoando cânticos até chegar à casa do Imperador, que recebe as homenagens com uma dança peculiar, entoando cantigas de louvor ao Divino ao toque das caixeiras. Ao final, são servidos bebidas e doces para a população que participa da festa. A festa do Divino é celebrada em todo o Maranhão, principalmente em Alcântara e São Luís.

Na cidade de Alcântara, os quilombolas encontravam refúgio para manter “quase que intactos” seus hábitos e crenças. Aqui, a Festa do Divino é uma forte tradição e fica ainda mais bonita, integrada ao casario do tempo do Império. Em São Luís, a festa também faz parte do calendário religioso de terreiros de Tambor de Mina, como são denominadas as casas de culto afro-maranhenses, apesar de ser um ritual próprio do catolicismo. A origem da Festa do Divino remonta às celebrações religiosas realizadas em Portugal a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade era festejada com banquetes coletivos designados de Bodo aos Pobres com distribuição de comida e esmolas.

 

Festas Populares

 São João

No Maranhão, o período junino é marcado por muitos sons, cores e sabores. É o tempo de celebrar todas as ricas manifestações culturais maranhenses, com destaque para o Bumba-Meu-Boi. São Luís se transforma em um enorme arraial, são várias estruturas montadas em diferentes pontos da ilha, para apresentações culturais, danças típicas e cantores regionais, além das barracas de comida típica.

 Carnaval

O Carnaval de São Luís é animado por diversas brincadeiras populares, uma verdadeira festa de cores, ritmos e diversão. Na folia, tomam conta das ruas, Fofões, Tribos de Índios,  Casinha da Roça, Tambor de Crioula, Blocos Tradicionais e tambem escolas de samba. A festa acontece em toda a cidade, mas é no circuito Centro – São Pantaleão- Madre Deus, que a brincadeira é mais forte.

Reggae

Gênero musical com origens jamaicanas, o reggae popularizou-se no Maranhão na década de 70, através dos programas de rádios caribenhas que eram ouvidas no Maranhão. Apresenta um ritmo dançante e suave, com uma batida bem característica e contagiante. Entre os adeptos ao movimento em São Luís e outras cidade do litoral maranhense, o Reggae Root’s é o de maior preferência, pois aqui é dançado em grupo através de coreografias ou agarradinho. Na capital, existem vários clubes de reggae e bares especializados prontos a receber novos e antigos amantes do ritmo.

 

Gastronomia

Gastronomia-1-Turismo-Cultural

 

São Luís, Barreirinhas, Alcântara e Raposa                                  

Foram tantos os temperos e influências de europeus, índios, africanos e outros povos, que a culinária maranhense só poderia dar no que deu: uma conjunção exuberante, única, inigualável de sabores e receitas na medida para surpreender. Nessa mesa farta existe, é claro, um carro chefe. É o celebrado arroz de cuxá, que vai muito bem com frutos do mar e tem como principal ingrediente uma folha azedinha chamada vinagreira, além de camarão seco e gergelim.

Mas o cardápio vai muito além e é difícil dizer qual dos pratos maranhenses melhor satisfaz esse exigente sentido chamado paladar. Caldeirada e torta de camarão, de sururu e caranguejo, peixada à base da nobre pescada, anchova na brasa, encontrada nos bons restaurantes da cidade de Raposa, São Luís e Barreirinhas.

O camarão grelhado preparado em Atins. E os sucos. E as iguarias como os doces de espécie típicos de Alcântara, receita à base de coco de herança portuguesa. E os doces cristalizados, em massa ou calda, à base de frutas regionais, como caju, buriti, bacuri, jaca e abacaxi.

Abacaxi que, no Maranhão, especificamente os da região de Turiaçu, município da pré-amazônia maranhense, é muito admirado pelo seu sabor e baixa acidez. Para quem visita o sul do Maranhão, o sabor fica por conta das carnes, com destaque para a carne de sol, que quando preparada com arroz, se transforma na deliciosa Maria Isabel. E, é claro, os churrascos.

 

Contatos

contatos

Telefones:

(98) 3218-9910
(98) 3221-9617
(98) 3221-9550

Links Úteis
Localização

localização

Click to open a larger map

Rua Portugal, 303 - Centro, São Luís - MA